CEO de empresa brasileira é convidado para compor delegação do XIV Congresso Mundial da ONU

O Congresso das Nações Unidas sobre Prevenção ao Crime e Justiça Criminal, que acontecerá a partir deste fim de semana em Quioto, no Japão, chega à sua 14ª edição e tem tudo para ser uma edição histórica.

Além de todas as tratativas relacionadas nestes Congressos, que reúnem representantes de alto nível de Governos, representantes de organizações intergovernamentais e não governamentais, profissionais da justiça criminal e estudiosos de renome internacional para discutir problemas comuns, afim de compartilhar experiências e buscar soluções viáveis para problemas relacionados à prevenção de crimes e à justiça criminal, este ano o Congresso lidará com o agravamento da situação econômica mundial causada pela pandemia do novo coronavírus, que desestabilizou economias, gerou desempregos recordes e por consequência causou o aumento das pessoas em situação de risco, o que por sua vez impacta na taxa criminal.

Um dos maiores desafios relacionados à prevenção de crimes e à justiça criminal talvez seja a falta de recursos e incentivos governamentais aos investimentos nas áreas. Segundo o Presidente do Instituto de Segurança Humana para América Latina e Caribe (ISHALC), Dr. Eduardo Leite "...entre os maiores desafios que temos estão a prevenção do crime de homicídio. Infelizmente, dois terços dos crimes de homicídios ocorridos no mundo são na América Latina". Ainda sobre esses desafios o Presidente do ISHALC afirma: "...o sistema prisional na América Latina por si só é extremamente desafiador em função do baixo índice de inclusão social no retorno destas pessoas à sociedade".
CEO de empresa brasileira, André Castilho, é convidado para compor delegação do XIV Congresso Mundial da ONU - Arquivo Pessoal


Os dados indicam que o problema é agravado pela pandemia e pela crescente taxa de desemprego, como dito no início dessa reportagem, o que afeta diretamente no Índice de Segurança Humana (ISH). "Há uma preocupação muito grande com os desdobramentos da pandemia, que vão muito além da saúde. Nos preocupamos com a Segurança Humana Econômica principalmente na América Latina e Caribe que são formados por países de Terceiro Mundo e em Desenvolvimento. A questão do empreendedorismo está em pauta!" conclui Dr. Eduardo Leite, que em seu trabalho à frente do ISHALC, responde diretamente à Unidade de Segurança Humana das Nações Unidas em Nova Iorque.

Por esse motivo da pauta do empreendedorismo como mecanismo para a provisão da Segurança Humana Econômica, o Brasil ganhou mais um integrante nessa edição do Congresso das Nações Unidas sobre Prevenção ao Crime e Justiça Criminal. O fundador e CEO da empresa brasileira Ozonean, André Castilho, 31 anos, foi convidado, através do ISHALC a integrar a delegação brasileira para conversar sobre as iniciativas brasileiras de promoção do empreendedorismo de impacto social e as chamadas "Startups ODS", que são as startups que auxiliam no cumprimento dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, sob os quais permeiam os 7 Componentes da Segurança Humana. 

André Castilho, CEO da Ozonean
"No Brasil, os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, abriram espaço para uma discussão e uma análise ampla das condições e estruturas nacionais e permitiram o desenvolvimento da 'Estratégia Brasileira para a Transformação Digital (E-Digital), que oferece um amplo diagnóstico sobre os desafios a serem enfrentados pelo nosso país nessa implementação dos 17 ODS", afirma André Castilho. "...E através destas informações mapeamos os tipos de soluções e startups que devem gerar estes benefícios no cumprimento da estratégia, não só no Brasil, mas, no mundo todo com um grande potencial de internacionalização dessas soluções, afinal os 17 ODS fazem parte de um acordo firmado entre 194 países!", argumenta o CEO da Ozonean que diz que tem se preparado para isso desde o ano de 2018 (embora o convite para sua participação, só tenha sido feito em janeiro deste ano).


A pandemia também forçou o adiamento do evento que aconteceria entre os dias 20 e 27 de abril de 2020, transportando-o para o mês de março de 2021. A proposta era que o evento acontecesse com uma redução de 50% dos conteúdos (de 400 painéis para 200 painéis), e que desses apenas a metade fosse presencial, enquanto a outra metade seria online. No entanto, foi só na última semana que os participantes (incluindo os citados nessa reportagem) receberam a informação de que o evento só irá acontecer online, devidas as medidas restritivas implementadas pelo Governo Japonês, que também já demonstra grande preocupação com a realização dos Jogos Olímpicos neste ano.

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