segunda-feira, 12 de janeiro de 2026
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Trump propõe limite de 10% nas taxas de cartão de crédito

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contato@sejanoticia.com EM 11 DE JANEIRO DE 2026, ÀS 23:33

O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, propôs na última sexta-feira um limite temporário de um ano para as taxas de juros de cartões de crédito, sugerindo um teto de 10%. Trump afirmou, em uma publicação nas redes sociais, que os consumidores americanos estão sendo “enganados” pelas taxas altíssimas. Ele sugeriu que essa medida entrasse em vigor em 20 de janeiro, data em que completaria um ano de seu retorno ao cargo. No entanto, não detalhou como a implementação desse limite poderia ocorrer, se por meio da colaboração voluntária das empresas ou de ação governamental.

Trump justificou sua proposta com base na “acessibilidade financeira” e já havia levantado a questão durante a campanha eleitoral de setembro de 2024. O aumento do custo de vida tem gerado frustração entre os americanos e se tornado um problema político para Trump e o Partido Republicano. Ao longo dos últimos anos, a inflação acumulada pressionou os preços, e Trump responsabilizou o ex-presidente Joe Biden pelos altos índices de juros nos cartões de crédito.

Vale destacar que essa proposta representa uma mudança significativa na posição de Trump, que durante sua administração revogou um limite de taxa de $8, estabelecido na gestão de Biden. A Agência de Proteção Financeira do Consumidor havia estimado que essa mudança de Biden poderia economizar mais de $10 bilhões anuais para as famílias, reduzindo as taxas de taxas de $32, que eram comuns.

Um juiz federal havia bloqueado a iniciativa de Biden em 2024, e a administração Trump apoiou os bancos que processaram o governo para impedir a implementação dessa regra.

Após a nova proposta de Trump, a indústria bancária respondeu de forma negativa, afirmando que o limite de 10% prejudicaria consumidores e pequenos empresários. Organizações como o Institute of Bank Policy e a American Bankers Association destacaram que uma limitação desse tipo poderia restringir a disponibilidade de crédito, afetando negativamente milhões de famílias e pequenos negócios que dependem de cartões de crédito.

As associações financeiras alertaram que, se aprovado, o teto de juros poderia levar os consumidores a buscar alternativas menos regulamentadas e mais onerosas. Além disso, limitar as taxas de juros pode causar um endurecimento nas condições de empréstimo, tornando o crédito inacessível para pessoas de baixa renda ou com pontuações de crédito mais baixas. Essa situação poderia agravar a desigualdade econômica, com um crescente abismo entre os mais ricos e os que enfrentam dificuldades financeiras.

A proposta de Trump surgiu no final de uma semana em que ele fez várias declarações de política econômica voltadas ao público. Em publicações anteriores, ele mencionou ações como a compra de títulos de hipotecas para reduzir os custos de moradia e a proibição de investidores institucionais na aquisição de casas unifamiliares.

Apesar de seus esforços para demonstrar avanços na questão da acessibilidade econômica, pesquisas recentes indicam que uma grande parte da população acredita que as políticas de Trump têm piorado as condições econômicas. Além disso, a expectativa de que os americanos consigam encontrar trabalho caiu para o menor nível da história, segundo um relatório do Federal Reserve de Nova York.

Durante seu governo, Trump também procurou reduzir a influência da CFPB, órgão responsável pela supervisão dos serviços financeiros e por atender queixas de consumidores, o que foi alvo de críticas por parte de conservadores.

A imprensa tentou entrar em contato com a Casa Branca e a American Bankers Association para obter mais informações sobre a proposta de Trump.

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