O filme musical “Song Sung Blue” estreia nas salas de cinema brasileiras nesta quinta-feira, dia 22. Dirigido por Craig Brewer, a produção já recebeu uma indicação ao Globo de Ouro, destacando a atuação de Kate Hudson, e conta com Hugh Jackman em seu elenco. Apesar de não ter recebido tanta atenção quanto outros filmes do gênero na temporada, a história apresenta um enredo envolvente sobre dois músicos desajustados que, através da música, redescobrem o amor e suas aspirações.
A trama é baseada na vida real de Mike e Claire, que formaram o duo Lighting & Thunder em homenagem ao cantor Neil Diamond, famoso pela canção “Sweet Caroline”. Mike, interpretado por Jackman, conhece Claire, vivida por Hudson, em um festival de covers de músicos famosos, e a conexão entre eles é imediata. Juntos, eles se comprometem a reinterpretar as canções de Diamond, trazendo sua própria identidade aos clássicos.
O roteiro não se limita à superfície, explorando também aspectos mais profundos da vida pessoal dos protagonistas. Questões como saúde mental, vícios e relações familiares são abordadas, unindo-se à paixão pela música. Sob a direção de Brewer, “Song Sung Blue” retrata essas complexidades, mesmo que os primeiros minutos do filme possam parecer confusos. Com o tempo, a narrativa encontra seu ritmo, em contraste com o documentário “Springsteen: Salve-me do Desconhecido”, que apresentou uma abordagem mais superficial.
Os primeiros quarenta minutos do filme apresentam um enredo acelerado, o que pode resultar em uma sensação de forçação. Enquanto Mike e Claire desenvolvem seu romance e carreira, o público pode sentir falta de um espaço adequado para apreciar seu relacionamento e o contexto ao seu redor. No entanto, após o casamento do casal, a história ganha profundidade, permitindo um melhor desenvolvimento dos personagens e suas conexões com amigos e familiares.
A relação entre Jackman e Hudson se destaca nas performances musicais, com ambos utilizando suas vozes nas canções. A construção dos coadjuvantes também é aprimorada, tornando mais significativas as interações com os demais personagens, principalmente com a filha mais velha de Claire, Rachel, interpretada por Ella Anderson.
A segunda metade do filme explora momentos de crise na vida do casal, ao mesmo tempo em que foca nos desafios que enfrentam como parceiros musicais. A história provoca reflexões sobre suas vivências, culminando em um desfecho emotivo que segue um padrão melodramático. O desempenho de Jackman e Hudson é um dos pontos altos do longa, que, embora siga uma fórmula conhecida, é acessível e agradável.
Apesar de “Song Sung Blue” não ser um filme inovador em comparação a outras produções da temporada, é uma opção que promete divertir e tocar o público, especialmente os que têm a sensibilidade à flor da pele.
