O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, formalizou sua renúncia ao cargo nesta segunda-feira. A decisão ocorre um dia antes do julgamento de sua cassação pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A semana é vista como decisiva para a sucessão no governo fluminense e para o futuro político de Castro. Com a renúncia, assume interinamente o vice-governador, Tiago Dias.
O processo no TSE questiona a eleição de Castro e Dias em 2022. A corte analisa denúncias de abuso de poder político e uso indevido da máquina pública durante a campanha.
O julgamento está marcado para esta terça-feira. A expectativa é que os ministros do tribunal votem pela cassação ou pela absolvição do par. A renúncia não impede a continuidade do processo.
Caso sejam cassados, os cargos de governador e vice seriam declarados vagos. A linha sucessória prevê que o presidente da Assembleia Legislativa do Estado (Alerj) assuma e convoque novas eleições em até 90 dias.
O presidente da Alerj é o deputado Rodrigo Bacellar. Ele tomaria posse de forma temporária, com a missão principal de organizar um novo pleito. Este cenário de eleição indireta mobiliza as forças políticas no estado.
O prefeito do Rio, Eduardo Paes, é frequentemente mencionado como um nome forte no debate sobre a sucessão. Especialistas apontam que o desfecho do julgamento pode reconfigurar as alianças partidárias na corrida pelo governo.
Fontes do entorno de Castro afirmam que a estratégia da renúncia busca preservar direitos políticos. A defesa do governador sustenta a legalidade de todos os atos de campanha e nega as acusações.
De acordo com reportagem do UOL Notícias, a inclinação pela punição varia entre os ministros do TSE que vão julgar o caso. Não há, no momento, uma previsão consolidada sobre o resultado final da votação.
A matéria da VEJA detalha que a data da renúncia foi planejada. A reportagem também reforça quem são os próximos na linha de sucessão do estado, seguindo as regras constitucionais.
