A Netflix lançou uma produção norueguesa que está em alta entre os fãs de séries policiais. Os Casos de Harry Hole entrou no Top 10 da plataforma. A série de suspense, com mistério de “quem matou?”, alcançou 100% de aprovação da crítica no site Rotten Tomatoes. Neste sábado (28), ela já aparecia em terceiro lugar no ranking do serviço de streaming no Brasil.
A trama segue o detetive Harry Hole, interpretado por Tobias Santelmann. Ele é um policial com talento, mas é atormentado por problemas pessoais e vícios. Hole precisa encontrar um assassino em série metódico e cruel. Ao mesmo tempo, ele enfrenta a pressão de um departamento de polícia que nem sempre age de forma ética.
O mistério sobre os assassinatos é o fio condutor da temporada. A série adapta o quinto livro da franquia do escritor Jo Nesbø, chamado A Estrela do Diabo. Na história, mulheres são encontradas mortas em circunstâncias estranhas. Elas têm dedos cortados e diamantes vermelhos em forma de estrela colocados sob as pálpebras.
A tensão aumenta com a rivalidade entre Harry Hole e Tom Waaler, personagem de Joel Kinnaman. Waaler é um colega de polícia corrupto e perigoso, que age como o grande adversário interno de Hole. Essa dinâmica entre os dois policiais adiciona mais pressão ao formato tradicional de investigação.
Um dos pontos que chamou a atenção do público brasileiro é o realismo gráfico da produção. Por causa do conteúdo explícito, a série tem classificação para maiores de 18 anos no Brasil. A obra mostra cenas de violência extrema, incluindo métodos de execução perturbadores e a exibição detalhada de cadáveres mutilados.
A crueza visual é uma marca do subgênero conhecido como noir nórdico. Nele, o ambiente frio e sombrio da Escandinávia serve de pano de fundo para crimes brutais e análises psicológicas profundas.
Por trás da história está o conceituado autor Jo Nesbø. O escritor norueguês é um fenômeno da literatura policial, com mais de 50 milhões de livros vendidos no mundo. Nesta adaptação da Netflix, o próprio autor atuou como roteirista e showrunner. Isso garantiu que a essência de sua obra fosse preservada.
A decisão de Nesbø de comandar os nove episódios permitiu uma exploração mais fiel da personalidade complexa de seu detetive mais icônico. Muitos fãs sentiram falta disso em tentativas anteriores de levar o personagem para o cinema.
A resposta da crítica especializada foi unânime, com 100% de aprovação no Rotten Tomatoes após a estreia. Esse índice coloca a produção em um patamar de excelência difícil de alcançar, especialmente em um gênero com muitas opções. Os especialistas elogiam a capacidade da trama em manter o interesse constante, evitando clichês e criando uma atmosfera de angústia. Até a publicação do texto, havia apenas sete críticas registradas no site.
O sucesso inicial se deve, em grande parte, à construção dos personagens e à qualidade técnica da direção. A série é elogiada por ser visualmente bela, usando iluminação sombria e as paisagens urbanas de Oslo para reforçar o sentimento de isolamento do protagonista.
Além disso, a atuação dos atores é citada como um diferencial. Tobias Santelmann entrega um Harry Hole vulnerável e intuitivo, enquanto Joel Kinnaman constrói um vilão carismático e ameaçador. A trama equilibra o mistério policial com um drama interpessoal denso, tornando a jornada mais do que apenas a busca por um culpado.
Outro fator que contribui para os elogios é o ritmo narrativo. Mesmo com várias subtramas e personagens secundários, o roteiro consegue amarrar as pontas de forma satisfatória. O desfecho deixa ganchos para o futuro. Muitos críticos comparam a experiência de assistir à série com a de ler um livro viciante, onde cada capítulo termina com uma revelação que incentiva a continuação imediata.
