04/05/2026
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Anvisa autoriza Butantan a fabricar vacina contra chikungunya

Anvisa autoriza Butantan a fabricar vacina contra chikungunya

O Instituto Butantan informou nesta segunda-feira, 4, que recebeu autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para fabricar a vacina contra chikungunya no Brasil. O imunizante, aprovado no país em abril de 2025, é produzido atualmente nas fábricas da farmacêutica franco-austríaca Valneva, parceira no desenvolvimento do produto.

Com a autorização, a expectativa é que a Butantan-Chik possa ser incorporada pelo Sistema Único de Saúde (SUS), que hoje oferece a vacina apenas em algumas localidades. “Ao executar a maior parte do processo de fabricação, o Instituto Butantan, por ser uma instituição pública, poderá entregar a vacina com um preço menor e mais acessível, com a mesma qualidade e segurança”, afirmou o diretor do instituto, Esper Kallás.

A vacina do Butantan e da Valneva foi a primeira a ser registrada contra chikungunya no mundo. Além do Brasil, ela foi aprovada pelas autoridades de saúde do Canadá, da Europa e do Reino Unido. Os registros foram concedidos após a divulgação de um estudo com 4 mil voluntários de 18 a 65 anos. A pesquisa indicou que 98,9% dos participantes produziram anticorpos neutralizantes e que o imunizante era bem tolerado, com eventos adversos leves e moderados, como dor de cabeça, dor no corpo, fadiga e febre.

Dados da doença e vacinação

O vírus da chikungunya é transmitido pela picada do mosquito Aedes aegypti, o mesmo que transmite dengue e zika. A doença pode causar febre acima de 38,5°C e dores intensas nas articulações dos pés e das mãos, além de dor de cabeça, dor muscular e manchas vermelhas na pele. Segundo o Ministério da Saúde, foram registrados 126.930 casos prováveis da doença no Brasil no ano passado, com 125 mortes. Outros 41 óbitos seguem em investigação. Neste ano, a pasta contabiliza 37.660 casos prováveis e 21 óbitos confirmados, entre eles de moradores de Dourados (MS), que declarou emergência pela doença.

Em março, Dourados foi incluída em uma estratégia piloto de vacinação conduzida pelo ministério em parceria com o Butantan. O objetivo é aplicar o imunizante pelo SUS em municípios com alta incidência de chikungunya. No Estado de São Paulo, o modelo engloba as cidades de Mirassol, onde o projeto começou em fevereiro, e Bady Bassitt, que iniciou a vacinação com a Butantan-Chik no dia 22 do mês passado. Nesses municípios, qualquer morador de 18 a 59 anos pode se vacinar gratuitamente contra a doença nas unidades básicas de saúde.

Sobre o autor: contato@sejanoticia.com

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