A jornalista especializada em cinema Paula Jacob comentou as controvérsias em torno do Oscar 2026 e as possibilidades do Brasil na premiação. A polêmica mais recente envolve o ator Timothée Chalamet, indicado ao prêmio de melhor ator por “Marty Supreme”, que gerou reações negativas após fazer críticas à ópera e ao balé.
De acordo com Paula Jacob, a situação com Chalamet acontece em um momento sensível para a divulgação do filme. A campanha de “Marty Supreme” já causava certo cansaço entre dezembro e janeiro. O marketing feito pelo estúdio A24 foi intenso, com ações em grandes cidades como São Paulo, Londres e Tóquio.
Além da turnê de promoção, foram lançadas linhas de roupas e produtos, como jaquetas que se tornaram populares. A jornalista destacou que a grande exposição do ator pode ter tido um efeito negativo. O excesso pode ser prejudicial e fazer com que o público questione a real qualidade do filme e da atuação.
Chances do Brasil no Oscar
Sobre as possibilidades de Wagner Moura na premiação, Paula Jacob avalia que a própria indicação já é uma conquista. A indústria de Hollywood é muito focada em si mesma, segundo ela.
A especialista fez uma comparação com a indicação de Fernanda Torres no ano anterior, que também mobilizou torcida, mas não terminou com a estatueta. Esses avanços, conforme explicou, acontecem gradualmente.
Quanto aos favoritos na categoria de melhor ator, Jacob citou uma reportagem do New York Times que apontava Michael B. Jordan como o provável vencedor, e não Wagner Moura. A categoria está indefinida, pois Chalamet venceu o Globo de Ouro, mas Jordan ganhou o SAG Awards.
A projeção do filme “Pecadores”, que concorre em 16 categorias, tornaria mais coerente um prêmio para Michael B. Jordan. No entanto, a jornalista não descarta a possibilidade de surpresas, algo que o Oscar costuma proporcionar.
