A malária é transmitida pela picada do mosquito Anopheles e pode levar à morte. Em 2007, a Organização Mundial da Saúde (OMS) criou o Dia Mundial da Luta Contra a Malária, em 25 de abril, para destacar os esforços internacionais contra a doença.
No Distrito Federal, não há transmissão local da malária. A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) registrou 29 casos importados em 2025. Todos os pacientes foram tratados e curados. Sete deles precisaram de internação. A SES-DF investigou 110 casos prováveis e realizou 211 atendimentos para suspeitas e acompanhamento dos confirmados.
Os casos são de viajantes que estiveram na região amazônica, especialmente em áreas indígenas, e na África. A origem principal na África é Angola, que teve um surto em dezembro de 2024. Victor Bertollo, gerente de Epidemiologia de Campo da SES-DF, afirmou que as ocorrências no DF são de viajantes dessas regiões.
São considerados suspeitos os casos com histórico de viagem para áreas endêmicas e sintomas como calafrios, febre alta, dores de cabeça e musculares, além de aumento dos batimentos cardíacos e do baço. Bertollo destacou a importância de o DF manter atendimento especializado ininterrupto, mesmo sem transmissão local.
Dos 29 infectados, 19 moram no Distrito Federal e dez em outros estados: três de Goiás, três do Amazonas, um do Pará, um do Acre, um do Paraná e um de Santa Catarina. Todos foram diagnosticados na capital. As idades variam: dois idosos acima de 60 anos, um adolescente de 15 a 19 anos, uma criança de 5 a 9 anos e o restante adultos de 20 a 59 anos. Houve 22 homens e sete mulheres. As ocupações incluem garimpeiros, servidores públicos, policiais, empresários, cineastas e geólogos.
A malária é causada por protozoários do gênero Plasmodium, como P. vivax, P. falciparum, P. malariae, P. ovale, P. knowlesi e P. simium. A transmissão principal ocorre pela fêmea do mosquito Anopheles, conhecido como carapanã, mosquito-prego ou bicuda. Não há contágio direto entre pessoas, mas pode ocorrer por transfusão sanguínea, compartilhamento de agulhas infectadas ou da gestante para o bebê.
A rede de saúde do DF tem uma equipe volante para atender suspeitas nas redes pública e particular. Os telefones para realizar testes são (61) 99145-6114 e 99221-9439. Confirmada a doença, o tratamento usa fármacos antimaláricos ou terapias combinadas, com acompanhamento até a cura.
Viajantes para áreas de risco devem consultar a Sala do Viajante no Hospital Regional da Asa Norte (HRAN) para orientações de prevenção. Quem voltou de regiões endêmicas nos últimos seis meses e apresenta sintomas deve procurar uma unidade de saúde e informar o destino da viagem.
