13/06/2026
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Empate com Marrocos expõe erros de Ancelotti; Vini Jr salva Brasil

Empate com Marrocos expõe erros de Ancelotti; Vini Jr salva Brasil

A estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo, com um empate de 1 a 1 contra Marrocos, confirmou o que já era esperado desde os amistosos preparatórios. O Brasil ainda é um time em construção, e a principal conclusão após o jogo é que o técnico Carlo Ancelotti insistiu por tempo demais em uma base que já havia dado sinais de que não funcionava.

Os testes contra Panamá e Egito já haviam mostrado problemas de organização, dificuldade de criação e pouca intensidade. Mesmo assim, o treinador manteve praticamente a mesma estrutura para a estreia. O resultado foi um primeiro tempo em que o Brasil foi dominado por um Marrocos organizado e disciplinado taticamente.

A seleção brasileira passou boa parte dos primeiros 45 minutos correndo atrás da bola. O gol marroquino surgiu de uma falha coletiva. Em um contra-ataque, Marquinhos e Gabriel Magalhães hesitaram na marcação, permitindo que o atacante adversário avançasse livre para finalizar sem chance para o goleiro.

O prejuízo poderia ter sido maior. Marrocos continuou encontrando espaços e criou outras oportunidades. O Brasil só conseguiu reagir graças ao talento individual de Vinícius Júnior. O atacante chamou a responsabilidade, marcou um belo gol e foi o principal motivo para o Brasil permanecer vivo na partida.

No segundo tempo, Ancelotti finalmente mexeu na equipe. A saída de Ibanez, improvisado na lateral-direita, e de Casemiro, que mostrou dificuldades para acompanhar o ritmo, trouxe mais equilíbrio ao time. Os dois já estavam amarelados e acumulavam problemas de posicionamento.

Outros jogadores passaram despercebidos. Raphinha teve uma atuação apagada e não conseguiu participar das jogadas ofensivas. Igor Thiago, escalado como centroavante, também não finalizou com perigo nem serviu como referência no ataque.

Na prática, o Brasil jogou o primeiro tempo com atletas abaixo do necessário para uma estreia de Copa do Mundo. Quando as substituições foram feitas, a equipe passou a controlar a posse de bola, criou oportunidades e mostrou uma versão mais competitiva.

O empate deixa uma mensagem clara. O Brasil ainda tem potencial para crescer na competição, mas a partida revelou que problemas identificados nos amistosos continuam sem solução. A estreia mostrou que o principal obstáculo não é a falta de tempo, mas a insistência em escolhas que já haviam demonstrado suas limitações.

A boa notícia é que a reação veio e mostrou caminhos. A má notícia é que Carlo Ancelotti precisou de 45 minutos para enxergar algo que os amistosos já haviam escancarado.

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