24/01/2026
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Fora Toffoli: protesto na Faria Lima

O ministro Dias Toffoli, que é o relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF), será o foco de um protesto organizado pelo Movimento Brasil Livre (MBL) na quinta-feira à noite, em São Paulo. O ato acontecerá na Avenida Faria Lima, uma área central do setor financeiro da cidade. O principal lema da manifestação é “Fora Toffoli”, e o objetivo é pressionar pela continuidade das investigações e responsabilização dos envolvidos.

Renan Santos, coordenador do MBL, explica que os protestos foram planejados nas últimas duas semanas, principalmente devido à participação do Tribunal de Contas da União (TCU) na situação do Banco Master. A mobilização também destacará as decisões de Toffoli que geraram tensões com a Polícia Federal, com pedidos para que ele se afaste do caso.

Embora a região da Faria Lima tenha sido palco para diversos protestos, geralmente relacionados a movimentos sociais de esquerda, esta mobilização é promovida por um grupo ligado à direita, que atualmente possui um partido registrado chamado Missão.

O Banco Master, envolvido em práticas que geraram questionamentos legais, está sob investigação. No centro do caso, estão figuras como Daniel Vorcaro e outros executivos do banco, além do ministro do TCU Jhonatan de Jesus. O papel de Toffoli ganhou destaque após novas revelações que questionam sua permanência como relator.

Toffoli assumiu a relatoria do caso Master após um pedido da defesa de Vorcaro, que argumentou que o processo deveria ser encaminhado ao STF devido à menção de um político com foro privilegiado em documentos apreendidos pela Polícia Federal. Recentemente, o ministro determinou sigilo na investigação após ter viajado em um jatinho com um advogado de um dos diretores do banco.

Ele também decidiu que as provas coletadas pela Polícia Federal fossem mantidas sob a custódia do STF e que os depoimentos ocorressem na Corte, não na Polícia Federal. Próximo ao Natal, Toffoli ordenou uma acareação entre executivos do banco, mas posteriormente acabou permitindo que esses depoimentos fossem realizados com uma delegada da Polícia Federal, algo que não é comum.

As tensões entre Toffoli e a Polícia Federal aumentaram, especialmente quando o ministro fez críticas à corporação por inércia em suas investigações. As desavenças se intensificaram quando ele restringiu o acesso das provas a investigadores e, após intensas controvérsias, recuou e permitiu o acesso ao Ministério Público Federal.

Recentemente, a pressão aumentou ainda mais sobre Toffoli, especialmente após a revelação de que um de seus irmãos é sócio de um resort no Paraná, junto a um dos investigados, o que levou a pedidos para sua saída do caso.

Além do protesto, o Banco Master enfrenta desafios políticos. No Congresso Nacional, o deputado Carlos Jordy e o senador Eduardo Girão afirmaram ter coletado as assinaturas necessárias para instaurar uma CPI Mista do Master. A decisão sobre a criação da CPI cabe ao presidente do Congresso.

Enquanto isso, a sede do Banco Master em São Paulo foi cercada por tapumes, aumentando a atenção sobre o caso. Questionada, a defesa de Vorcaro indicou que qualquer medida de proteção do prédio seria responsabilidade do liquidante nomeado pelo Banco Central.

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