O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) irá divulgar nesta sexta-feira, às 9h, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que é o indicador oficial de inflação do Brasil. Os dados mostrará a inflação do mês de dezembro e o acumulado do ano de 2025.
Até novembro, o IPCA apresentou uma desaceleração, marcando uma inflação de 4,46% nos últimos 12 meses. Esse resultado ficou abaixo do teto da meta da inflação, que é de 3%, com uma margem de 1,5 ponto percentual a mais ou a menos. Esta é a primeira vez que o índice retorna a esse patamar desde setembro de 2024, quando registrou uma inflação de 4,42%.
Ainda de acordo com as expectativas do mercado, que são monitoradas pelo Boletim Focus do Banco Central, a inflação do Brasil deverá encerrar 2025 com um aumento de 4,31%. Apesar de uma recente melhora nos índices, algumas análises sugerem que a inflação continuará distante da meta central de 3%. Economistas apontam que os cortes na taxa Selic, a taxa básica de juros, devem começar apenas em março de 2026, atingindo uma taxa de 12% ao final do ano.
Luciano Costa, economista-chefe da Monte Bravo, acredita que o resultado do IPCA irá mostrar uma tendência positiva para a inflação, com queda nos preços dos núcleos de serviços e bens. Para ele, a inflação de dezembro deve ficar em torno de 0,40%. Esse valor pode ser influenciado por fatores sazonais, como o aumento dos preços de alimentos e passagens aéreas, além do reajuste nos preços da gasolina.
Para o ano de 2026, as projeções do mercado indicam uma inflação de 4,06%, que também deve ficar abaixo do teto da meta estabelecido.
Se as previsões se confirmarem, a inflação de 2025 será a menor registrada nos últimos seis anos. Para comparar, veja os índices de inflação dos últimos anos:
– 2019: 4,31%
– 2020: 4,52%
– 2021: 10,06%
– 2022: 5,79%
– 2023: 4,62%
– 2024: 4,83%
Desde 2020, o IPCA superou o teto da meta em três ocasiões, sendo elas em 2015, 2021 e 2022. Ao longo dos anos, a inflação variou de acordo com os contextos econômicos e políticas adotadas.