29/07/2026
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PIB avança 0,7% em maio, puxado por consumo das famílias

PIB avança 0,7% em maio, puxado por consumo das famílias

O Monitor do PIB, calculado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), apontou alta de 0,7% na atividade econômica em maio, na comparação com abril. Na relação com maio de 2025, o crescimento foi de 1,2%.

Segundo a pesquisa, o resultado foi puxado pelo desempenho positivo da agropecuária e dos serviços, enquanto a indústria ficou estável. No acumulado em 12 meses até maio, a taxa foi de 1,7%.

A coordenadora do Núcleo de Contas Nacionais do Ibre/FGV, Juliana Trece, afirmou que o consumo das famílias foi o principal motor da economia no mês. Ela destacou, porém, que o crescimento da agropecuária veio após uma sequência de retrações e que a estabilidade da indústria indica perda de fôlego do setor. Apenas os serviços apresentaram resultado um pouco melhor que a média geral do início do ano.

Pela ótica da demanda, o crescimento se concentrou no consumo das famílias. As exportações e os investimentos recuaram, o que, segundo a FGV, reforça a dependência desse componente e sinaliza um arrefecimento da atividade econômica.

O Monitor do PIB antecipa a tendência do índice oficial da economia, usando as mesmas fontes e metodologia do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No trimestre móvel encerrado em maio, o PIB cresceu 1,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. O consumo das famílias subiu 3,3%, impulsionado principalmente por serviços e bens duráveis, que responderam por mais de 60% do resultado positivo geral.

A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), que mede os investimentos, subiu 2,0% no trimestre, o que a pesquisa classifica como um fortalecimento consistente nos últimos anos. As exportações cresceram 4,3%, com 70% do desempenho vindo de serviços, bens de capital e bens de consumo. Já as importações aumentaram 8,9%, puxadas por serviços e bens de consumo, com destaque para telecomunicações e automóveis.

Em valores correntes, o PIB alcançou R$ 5,466 trilhões no acumulado até maio de 2026. A taxa de investimento da economia foi de 18,6% no mês de maio.

Messi critica economia argentina e Milei responde

O jogador Lionel Messi afirmou que os argentinos não chegam com dinheiro ao fim do mês, em uma declaração sobre a situação econômica do país. A fala ocorreu antes da final da Copa América e gerou resposta do presidente Javier Milei. O chefe de Estado rebateu a declaração do atleta, defendendo as medidas de ajuste fiscal adotadas por seu governo para conter a inflação e estabilizar a economia argentina.

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