01/05/2026
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Sem Lula, esquerda fragmenta 1º de Maio após veto a Messias

Sem Lula, esquerda fragmenta 1º de Maio após veto a Messias

Após uma semana de derrotas do governo Lula (PT) no Congresso Nacional, movimentos de esquerda apostam no apelo pelo fim da escala 6×1 para aumentar a pressão sobre o Legislativo nos atos de 1º de Maio, realizados nesta sexta-feira. Pelo segundo ano consecutivo, o presidente não deve participar dos atos sindicais da data. Em 2024, Lula criticou a baixa adesão ao ato em Itaquera, na zona leste de São Paulo. Para evitar expô-lo a um novo desgaste de imagem, a opção foi por preservá-lo.

O receio de baixa adesão também fez com que as manifestações não sejam centralizadas em 2025, como vinha ocorrendo desde 2018. O Rio de Janeiro será exceção, com um grande ato marcado para as 14h na praia de Copacabana. Em São Paulo, as frentes reunirão parte dos políticos mais próximos de Lula para enviar um recado ao Congresso, cuja relação de tensão foi agravada pela rejeição à indicação de Jorge Messias ao STF, na quarta (29), e à derrubada do veto ao PL da Dosimetria, na quinta (30).

A principal aposta da esquerda será na defesa do fim da escala 6×1, que já foi uma das tônicas do 1º de Maio do ano passado e é aprovada por 71% da população, segundo o Datafolha. Há duas semanas, o governo Lula enviou um projeto de lei propondo a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais sem diminuir o salário. O projeto próprio é mais flexível do que a PEC da escala 4×3, de autoria da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), e tramita de forma mais rápida no Congresso. O governo quer aprovar o texto antes das eleições deste ano.

“A classe trabalhadora está fungando no pescoço dos deputados para que a lei passe”, disse Moisés Selerges, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e pré-candidato a deputado federal pelo PT-SP. O sindicato, em São Bernardo do Campo, berço político de Lula, organizará um dos principais atos, com início às 9h. A partir das 16h, o ato deve contar com os ministros Luiz Marinho (Trabalho) e Guilherme Boulos (Secretaria-Geral), além do presidente do PT, Edinho Silva, e do ex-ministro Fernando Haddad, pré-candidato ao governo paulista.

Haddad se juntará às pré-candidatas ao Senado em SP, Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB), no ato da Força Sindical às 8h, na Liberdade. Às 9h, na praça Roosevelt, o movimento VAT reunirá manifestantes em defesa da redução da jornada. Participam Erika Hilton, Rick Azevedo (PSOL) e Marina Silva. Miguel Torres, presidente da Força Sindical, defendeu a descentralização e disse que a data é importante para pressionar por novas conquistas, como o fim da escala 6×1.

De forma inusitada para o 1º de Maio, grupos de direita se reunirão na avenida Paulista a partir das 11h. O ato será promovido por Patriotas do QG, Marcha da Liberdade e Voz da Nação, que integram o Projeto União Brasil. Eles reservaram a via com antecedência. Nas redes, alegam que o ato apoiará a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pedirá a liberdade do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e se posicionará contra o fim da escala 6×1. O senador Marcos Do Val (Podemos-ES) confirmou presença.

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