Um caso trágico está sendo investigado como homicídio doloso qualificado, o que significa que existe a intenção de matar. O delegado responsável pela investigação indicou que há evidências que apontam para um “homicídio doloso qualificado pela crueldade”. Isso se baseia em relatos de testemunhas que afirmam que a médica Juliana Brasil Santos demonstrou “indiferença e desprezo” quando uma técnica de enfermagem lhe informou que a criança Benício estava tendo uma reação negativa à medicação.
A médica foi chamada assim que Benício começou a passar mal, mas, segundo as informações, não agiu com a urgência necessária para prestar socorro. Esse comportamento é considerado preocupante, pois sugere descaso com a vida da criança.
A defesa de Juliana nega qualquer tipo de negligência. Os advogados afirmam que a médica pediu um antídoto para tentar reverter a condição de saúde de Benício. Contudo, um médico consultado durante a investigação contradisse essa afirmação, esclarecendo que não existe antídoto para o tipo de situação que Benício enfrentou. Ele explicou que em casos de overdose de adrenalina, o único procedimento possível seria a administração de soro, não havendo medicação específica que pudesse salvar a criança.
Por conta das sérias acusações, o delegado solicitou à Justiça a prisão preventiva de Juliana. No entanto, essa solicitação foi rejeitada pela desembargadora Onilza Abreu Gerth, que argumentou que não havia fundamentos suficientes para a prisão, permitindo que a médica respondesse ao processo em liberdade.
A investigação continua em andamento e o inquérito irá verificar se houve negligência ou erro médico no atendimento a Benício. A polícia ainda não esclareceu se a técnica de enfermagem também está sendo investigada no caso.