O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reiterou na sexta-feira seu interesse em ter controle sobre a Groenlândia. Durante uma conversa com repórteres, ele afirmou que o governo americano tomará ações em relação à ilha, independentemente da aceitação de seus habitantes. Trump justificou seu desejo dizendo que, caso os EUA não atuem, potências como Rússia ou China podem conquistar a Groenlândia, e isso não seria aceitável para os Estados Unidos.
O presidente mencionou que a aquisição da Groenlândia poderia ocorrer por meio de compra ou até mesmo pela força militar, argumentando que isso é uma questão de segurança nacional. Esses comentários foram feitos enquanto Trump se reunia com executivos do setor de petróleo na Casa Branca para discutir investimentos na Venezuela.
Por sua vez, autoridades groenlandesas e dinamarquesas rejeitaram essas propostas de forma categórica. Jacob Isbosethsen, representante da Groenlândia nos Estados Unidos, deixou claro em entrevista que “a Groenlândia não está à venda”. Ele reafirmou o sentimento de que o país pertence ao povo groenlandês e que não há vontade de negociar sua soberania.
Quando questionado sobre o valor que estimava para comprar a Groenlândia, Trump respondeu que não queria discutir cifras naquele momento, mas afirmou ter interesse em um acordo, embora não descartasse métodos mais contundentes se necessário.
A questão da Groenlândia gerou reações de figuras de destaque no Congresso dos EUA. Tanto republicanos quanto democratas mostraram ceticismo em relação ao plano de Trump. O senador Roger Wicker, um dos principais republicanos do Comitê de Serviços Armados, afirmou que tanto a Dinamarca quanto a Groenlândia deixaram claro que não estão abertas a negociações sobre a mudança do controle de suas terras. A senadora democrata Jeanne Shaheen, também após reunião com representantes groenlandeses, reforçou que não há necessidade de discutir o controle da Groenlândia, dada a relação de aliança entre as partes envolvidas.
Apesar das opiniões contrárias, o porta-voz do presidente, JD Vance, defendeu a posição de Trump, enfatizando a importância da Groenlândia para a defesa de mísseis, tanto dos EUA quanto globalmente. Segundo Vance, o interesse por parte de adversários hostis na região é uma questão séria a ser considerada.
Na próxima semana, o secretário de Estado, Marco Rubio, deve se reunir com seus homólogos da Dinamarca e da Groenlândia, após o pedido urgente de uma reunião por parte deles.