sábado, 29 de novembro de 2025
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Médico com 750 mil seguidores é alvo de operação da PF

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contato@sejanoticia.com EM 28 DE NOVEMBRO DE 2025, ÀS 07:30

O médico Gabriel Almeida, conhecido nas redes sociais por seus quase 750 mil seguidores, é um dos alvos de uma operação da Polícia Federal que investiga um grupo por produzir e vender clandestinamente remédios injetáveis utilizados para emagrecimento. Essa ação ocorre em quatro estados e teve início na manhã dessa quinta-feira, dia 27.

No seu perfil, Almeida se apresenta como médico, escritor, palestrante, professor de médicos e empresário. Ele é proprietário do consultório Núcleo GA, localizado na Avenida Brasil, em uma área nobre de São Paulo, e tem filiais em outros estados, como Bahia e Pernambuco. Nos últimos anos, o médico publicou vários livros relacionados ao emagrecimento.

Em suas postagens, Almeida frequentemente compartilha vídeos sobre a tirzepatida, um princípio ativo presente em medicamentos para tratar diabetes e obesidade, como Mounjaro e Ozempic. Em sua última atualização, ele discutiu se a substância pode ajudar a reduzir vícios.

As investigações da Polícia Federal revelam que Gabriel Almeida fazia parte de um grupo que coletivamente fabricava e distribuía tirzepatida para emagrecimento. Esse grupo, segundo a polícia, operava fora das normas sanitárias, realizando o envase, rotulagem e distribuição dos produtos de forma irregular. Os medicamentos eram vendidos através de plataformas digitais, sem garantir qualidade sanitária, esterilidade ou rastreabilidade.

Além disso, a polícia destacou que a quadrilha utilizava estratégias de marketing digital para enganar o público, fazendo parecer que a produção da tirzepatida era legal.

A Operação Slim, nome dado à ação, visa cumprir 24 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e Pernambuco. Os locais alvo incluem clínicas, laboratórios, comércios e residências ligadas aos investigados. Durante as buscas, a polícia encontrou evidências de que a produção dos remédios acontecia em larga escala.

Em nota oficial, a Polícia Federal explicou que o objetivo é identificar os responsáveis pela rede de produção e distribuição e coletar documentos, equipamentos e insumos que ajudem na análise laboratorial e nas perícias dos materiais apreendidos. A operação conta com a colaboração da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e das Vigilâncias Sanitárias dos estados envolvidos.

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