01/08/2026
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Mendonça autoriza novo inquérito da PF contra Lulinha

Mendonça autoriza novo inquérito da PF contra Lulinha

O ministro André Mendonça, do STF, autorizou a abertura de um segundo inquérito solicitado pela Polícia Federal para investigar suspeitas de tráfico de influência por parte do empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula. A informação foi divulgada pelo jornal O Estado de S. Paulo e confirmada pela Folha.

Nesta nova fase, a PF apura se Lulinha atuou junto à Dataprev, empresa de tecnologia da Previdência, para beneficiar um empresário. A investigação teve origem nos desvios do INSS. Segundo as apurações, um empresário identificado como Cleber teria ligação com Antônio Camilo Antunes, o Careca do INSS, apontado como líder do esquema de desvios.

A defesa de Lulinha classificou a investigação como “pesca probatória” e afirmou que ele não atuou em benefício de ninguém em nome do governo federal. Os advogados também disseram que a PF não encontrou provas contra o empresário. A defesa de Careca do INSS afirmou não ter conhecimento sobre o pedido e não comentou o assunto. A Folha não conseguiu contato com a defesa de Cleber, que negou irregularidades e disse ser amigo pessoal de Lulinha.

O novo inquérito foi aberto um dia após Mendonça autorizar outra investigação sobre suspeitas de corrupção e tráfico de influência em tentativas de obter autorização para a comercialização de cannabis medicinal no Ministério da Saúde. Nesse caso, a suspeita é de que as negociações tenham ocorrido junto à pasta e ao gabinete da Presidência.

Lulinha atua no ramo de cannabis medicinal em parceria com a empresária Roberta Luchsinger e com Careca do INSS. Os investigadores apuram se ele teria atuado a favor da empresa World Cannabis, ligada a Careca. O pedido de abertura do inquérito também cita contatos entre os alvos e servidores, incluindo do gabinete de Lula.

A defesa de Lulinha negou irregularidades e sugeriu interesse político na investigação. O presidente Lula afirmou que seu filho não terá privilégios e precisará provar inocência. A defesa de Roberta disse não ter informação sobre o novo inquérito e afirmou que os fatos já foram objeto de investigações em andamento. A equipe também declarou que não faz sentido reabrir uma investigação já finalizada às vésperas do processo eleitoral.

O Ministério da Saúde informou que não tem nem nunca teve contrato com a World Cannabis ou com os acionistas citados. A pasta afirmou que nunca fez repasses de recursos públicos a eles.

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