Uma mulher de 37 anos foi presa em flagrante pela Polícia Civil de Santa Catarina após se passar por uma adolescente de 12 anos e ser acolhida por uma família em Joinville, no Norte do estado. A suspeita viveu por cerca de 14 meses na residência das vítimas, onde era tratada como filha adotiva.
A prisão foi realizada nesta terça-feira (2) por agentes da 6ª Delegacia de Polícia de Joinville. Segundo as investigações, a mulher utilizava o nome falso de “Gabriele” e afirmava ter fugido de uma situação de abuso no Pará para justificar sua condição e obter ajuda.
De acordo com a Polícia Civil, a suspeita alegava ser autista e atribuía sua aparência física à suposta utilização forçada de hormônios durante a infância. Os investigadores também relataram que ela mantinha comportamentos infantilizados, utilizando mamadeira, chupeta e um objeto conhecido como “cheirinho” para dormir.
As apurações revelaram que a mulher já possui antecedentes criminais e é suspeita de aplicar golpes semelhantes em outros estados brasileiros, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Goiás.
Durante o interrogatório, a investigada confessou os fatos, segundo a polícia. Ela foi autuada pelos crimes de estelionato e falsa identidade e encaminhada ao Presídio Regional de Joinville, onde permanecerá à disposição da Justiça.
A identidade da suspeita não foi divulgada pelas autoridades.
Em outro caso recente, a Polícia Civil do Distrito Federal investiga uma mulher que se passava por médica em clínicas de Brasília. A suspeita, de 42 anos, atuava sem registro no Conselho Regional de Medicina e aplicava procedimentos estéticos. Ela foi presa em flagrante após uma denúncia de uma paciente que suspeitou da conduta. A investigação aponta que a mulher já tinha passagens por estelionato em outros estados.
