13/06/2026
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Pentágono reduz tropas na Europa após saída da Alemanha

O governo dos EUA anunciou nesta terça-feira uma redução no número de suas brigadas estacionadas na Europa. A decisão ocorre após um anúncio anterior, em maio, de que diminuiria o número de tropas atuantes na Alemanha. O movimento acontece em meio à pressão contínua do presidente Donald Trump para que os aliados europeus aumentem seus gastos com Defesa.

O Pentágono informou em comunicado que reduziu o número total de Brigadas de Combate (BCTs) designadas para a Europa de quatro para três. Uma BCT normalmente consiste em entre 4.000 e 4.700 militares, de acordo com um relatório do Congresso.

A redução resultou em um “atraso temporário” no envio de tropas americanas para a Polônia. O anúncio foi precedido por uma declaração do vice-presidente, JD Vance, que confirmou que o envio planejado de 4.000 soldados para a Polônia havia sido adiado, e não cancelado.

“O Departamento de Defesa determinará a destinação final dessas e de outras forças americanas na Europa, com base em análises adicionais das necessidades estratégicas e operacionais dos EUA, bem como na capacidade de nossos aliados de contribuir para a defesa da Europa”, afirmou o Pentágono.

No início do mês, Trump ordenou a retirada de 5.000 soldados da Alemanha no prazo de um ano, escalando sua disputa com Berlim e os aliados da Otan. A medida foi tomada dias após o chanceler alemão, Friedrich Merz, dizer que a liderança iraniana estava “humilhando” os EUA na guerra e que não via uma estratégia americana para sair do conflito.

“Essa decisão surge após uma análise minuciosa da presença militar do Departamento de Defesa na Europa”, afirmou o porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, em comunicado. “Prevemos que a retirada seja concluída nos próximos 6 a 12 meses.”

Citado pelo jornal britânico Guardian sob condição de anonimato, um alto funcionário do Pentágono disse que a retórica recente da Alemanha foi “inapropriada”. “O presidente está reagindo corretamente a essas declarações contraproducentes”, disse ao jornal britânico.

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