10/07/2026
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Turma de Brasília planeja assumir comando da CBF

Turma de Brasília planeja assumir comando da CBF

A cadeira de presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) é descrita como uma posição traiçoeira. Historicamente, o cargo já derrubou dirigentes, baniu cartolas e levou vários ocupantes para as páginas policiais. O roteiro, segundo a análise, é sempre o mesmo: quem ocupa o posto acaba sendo alvo de críticas públicas.

O caso mais recente foi o de Ednaldo Rodrigues. Ele parecia estabilizado no cargo, inclusive após ser salvo de uma primeira cassação por meio de liminares, mas caiu em maio de 2025.

Em seu lugar, assumiu Samir Xaud, vindo da federação de Roraima. Xaud parecia o nome para uma transição pacífica, mas não foi. Com pouco mais de um ano de mandato, ele se envolveu em denúncias de gastos inexplicáveis antes da Copa do Mundo de 2026. Após a eliminação do Brasil para a Noruega, sua situação se agravou.

O grupo que movimenta os bastidores para decretar a queda de Xaud é chamado de “Turma de Brasília”. Diferente das oligarquias do futebol carioca ou paulista, este novo grupo tem origem jurídica e política na capital federal.

O consórcio é liderado pelo advogado Francisco Schertel Mendes, o Chico Mendes. Ele é diretor-geral do IDP e filho do ministro do STF, Gilmar Mendes. Embora não tenha cargo formal na diretoria executiva da CBF, Chico Mendes comanda a estratégia da entidade.

Através de um contrato entre o IDP e a CBF Academy, onde o instituto fica com 84% da receita, a Turma de Brasília indicou peças-chave na CBF. Entre eles estão o diretor financeiro Valdecir de Souza, o diretor jurídico André Mattos e Gustavo Dias Henrique, homem-forte da transição.

O isolamento de Samir Xaud ficou evidente após o fracasso do Brasil no Mundial. Enquanto o presidente balança no cargo, o ministro Gilmar Mendes foi às redes sociais para avalizar a permanência do técnico Carlo Ancelotti e blindar o atacante Neymar para o ciclo de 2030.

Nos bastidores, a avaliação é que Samir Xaud está com os dias contados. O plano da Turma de Brasília é colocar Chico Mendes na linha de frente do futebol brasileiro. A cadeira é considerada escorregadia, mas o movimento político e econômico que envolve a CBF é visto como atraente.

Sobre o autor: contato@sejanoticia.com

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