Pesquisa do instituto Paraná Pesquisas divulgada nesta sexta-feira, 19, mostra que a vantagem do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) sobre o pré-candidato do PT, o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad, diminuiu em São Paulo.
No cenário de primeiro turno, a diferença entre os dois caiu de 13,8 pontos percentuais na última rodada, em maio, para 11,5 pontos neste mês. A oscilação está dentro da margem de erro da pesquisa, de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos. A movimentação acompanha uma tendência observada desde o início do ano: em fevereiro, Tarcísio tinha mais de 23 pontos de vantagem sobre Haddad.
Apesar da queda, o atual governador ainda lidera as simulações de primeiro e segundo turno. No primeiro turno, Tarcísio tem 45,6% das intenções de voto, contra 34,1% de Haddad. Paulo Serra (PSDB) aparece com 4,6%, e Kim Kataguiri (Missão) com 3%. Os votos brancos e nulos somam 7,5%, e 5,2% dos eleitores não sabem ou não opinaram.
No segundo turno, Tarcísio marca 51,4%, e Haddad, 37,9%. Os votos brancos e nulos são 6,9%, e 3,8% não souberam ou não opinaram.
Em evento da revista VEJA nesta semana, Haddad disse estar satisfeito com os números das pesquisas mais recentes, que indicam que ele manteve o mesmo patamar de votos de 2022. Naquele ano, ele e Tarcísio foram adversários no segundo turno da disputa em São Paulo. O então candidato do Republicanos venceu a eleição por 55% a 44%.
O levantamento do Paraná Pesquisas entrevistou 1.600 eleitores paulistas entre os dias 16 e 18 de junho. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. O protocolo de registro na Justiça Eleitoral é SP-08639/2026.
O impacto do escândalo de Flávio nas pesquisas
O escândalo envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL) também tem gerado repercussão nas pesquisas eleitorais. O caso, que envolve supostas irregularidades em seu gabinete na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, continua sendo investigado. Analistas avaliam que o desdobramento do caso pode influenciar a percepção dos eleitores sobre candidatos ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Até o momento, não há dados concretos que mostrem um impacto direto do escândalo nas intenções de voto para o governo de São Paulo. No entanto, o assunto permanece em pauta nos debates políticos do estado.
