24/06/2026
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Brasil cai para 5º no ranking global de energia solar em 2025

Brasil cai para 5º no ranking global de energia solar em 2025

O Brasil caiu da quarta para a quinta posição no ranking global de maiores mercados de energia solar em 2025, segundo a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar). O país ficou atrás de China, Índia, Estados Unidos e Alemanha, conforme o relatório “Global Market Outlook For Solar Power 2026 – 2030”, da SolarPower Europe.

De acordo com o documento, divulgado na Intersolar Europe, em Munique, na Alemanha, o Brasil adicionou 14,5 gigawatts-pico (GWp) de potência solar no ano passado. O número representa uma queda de 23% em relação aos 18,9 GWp registrados em 2024. Os dados incluem grandes usinas fotovoltaicas e sistemas de geração própria de pequeno e médio porte, como os instalados em telhados e terrenos.

A Absolar informou que o estudo usa a unidade de potência pico (GWp), diferente da potência nominal instalada (GWac), que é mais comum nos dados oficiais brasileiros.

O relatório também mostrou que a Índia ultrapassou os Estados Unidos em potência adicionada no ano, algo inédito. Outro destaque foi a Austrália, que segue como líder global em capacidade solar per capita, com cerca de 1,7 kW por habitante. Os Países Baixos aparecem em segundo lugar, com mais de 1,5 kW por habitante, e a Alemanha em terceiro, acima de 1 kW per capita.

Para a Absolar, a perda de posição do Brasil está ligada aos cortes de geração renovável, chamados de curtailment, sem ressarcimento aos empreendedores, e às dificuldades de conexão na geração própria dos consumidores. O mercado também enfrentou alto custo de capital, volatilidade do dólar e alíquotas elevadas no imposto de importação de equipamentos fotovoltaicos.

Atualmente, a energia solar é a segunda maior fonte da matriz elétrica brasileira, com 70 GWac em operação, o que equivale a 26,2% da capacidade instalada. O setor acumula mais de R$ 305 bilhões em investimentos e gerou mais de 2,1 milhão de empregos verdes desde 2012.

A presidente do Conselho de Administração da Absolar, Bárbara Rubim, afirmou que o sistema elétrico nacional cresceu em geração renovável, mas sem investimentos em flexibilidade, armazenamento e controle de carga. O CEO da Absolar, Rodrigo Sauaia, defendeu uma agenda urgente com o Ministério de Minas e Energia (MME), a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Ele pediu leilões anuais de armazenamento de energia, redução de impostos sobre baterias e regras para gestão de excedentes que respeitem os investimentos já feitos.

Sobre o autor: contato@sejanoticia.com

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