Os membros da Organização Mundial da Saúde (OMS) rejeitaram uma proposta que convidaria Taiwan a participar da assembleia anual do órgão. A decisão foi tomada durante a reunião que ocorre em Genebra, na Suíça.
A proposta de inclusão de Taiwan foi derrotada, mantendo a política de longa data da OMS de que a China representa todo o território chinês, incluindo Taiwan. A China se opõe firmemente a qualquer tentativa de participação de Taiwan como um Estado separado nas reuniões da OMS.
Durante a assembleia, a China também denunciou a visita do ministro das Relações Exteriores de Taiwan a Genebra, classificando-a como uma tentativa de criar “problemas” e perturbar a ordem do encontro. O governo chinês considera a visita uma provocação e uma violação do princípio de uma só China.
O Ministério da Defesa de Taiwan, por sua vez, afirmou que a China está usando a Assembleia Mundial da Saúde para “criar problemas” nas relações entre os dois lados do Estreito. A declaração foi feita em resposta às críticas chinesas e à rejeição da proposta de participação de Taiwan no evento.
Reações e contexto
A proposta de convidar Taiwan para a assembleia foi apresentada por alguns países membros, mas não obteve apoio suficiente para ser aprovada. A OMS segue a Resolução 2758 da Assembleia Geral da ONU, que reconhece o governo da República Popular da China como o único representante legítimo de toda a China.
Taiwan participa de algumas atividades da OMS como “observador” sob o nome de “Taipei Chinês”, mas não como membro pleno. A China insiste que qualquer participação de Taiwan em organizações internacionais deve ser feita sob o princípio de uma só China.
A rejeição da proposta ocorre em um momento de tensões elevadas entre China e Taiwan, com a China realizando exercícios militares próximos à ilha e criticando os contatos de Taiwan com outros países. A situação continua sendo monitorada de perto pela comunidade internacional.
