O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta sexta-feira, 15, que o estado avançou sem o apoio do governo federal. Ele defendeu o resgate do projeto político do ex-presidente Jair Bolsonaro durante um evento em Campinas, no interior paulista.
O chefe do Executivo paulista participou do lançamento da pré-candidatura do deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP) ao Senado. Tarcísio foi responsável pela indicação de Derrite para a disputa. Ex-secretário da Segurança Pública na gestão Tarcísio, Derrite atualmente exerce mandato na Câmara dos Deputados.
No discurso, Tarcísio disse que o principal problema do Brasil é uma crise de liderança e criticou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo ele, “está na hora de dar cartão vermelho” à atual administração federal. O governador afirmou que o futuro do País não chegará com anos de gestões petistas. Ele elogiou Bolsonaro e disse que o ex-presidente construiu um projeto de futuro para o Brasil.
“Ele construiu um projeto de futuro. Ele cuidou das contas, cuidou das estatais, enfrentou crises, gerou emprego, fez a diferença. Foi um grande presidente, que entrou para a história”, disse Tarcísio.
Também compareceu ao evento o pré-candidato à Presidência da República e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Tarcísio pontuou que Flávio deverá retomar o projeto do pai.
O governador ficou responsável por indicar um dos nomes da chapa ao Senado, enquanto a outra vaga caberia ao ex-presidente Jair Bolsonaro e ao ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro. Tarcísio também saiu vitorioso na articulação da segunda indicação ao emplacar um nome menos ideológico do que o desejado pelo núcleo bolsonarista. O escolhido foi o presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), André do Prado (PL), apadrinhado do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, e um dos principais aliados do governador. Eduardo deverá ser suplente de Prado.
A chapa do bolsonarismo em São Paulo prevê Tarcísio na disputa pela reeleição, com a manutenção do vice-governador Felício Ramuth (MDB), que deixou o PSD de Gilberto Kassab após rusgas em torno da sucessão estadual. Para o Senado, os nomes escolhidos são Derrite e Prado, agora oficialmente.
